

ArPa 2026
Viviane Teixeira

estande A2
27 - 31 de maio 2026
São Paulo, Brasil
O que as flores me trouxeram
Viviane Teixeira
Curadoria: Cammila Ferreira
"Antes de qualquer pintura, há um caderno. É ali que tudo começa, desenhos sem destino certo, nos quais o inconsciente de Viviane Teixeira se manifesta livremente. Seus cadernos são como um fio condutor que atravessam sua trajetória desde o início, a artista não tanto decide o que pintar, mas escuta o que as imagens querem lhe dizer.
As obras apresentadas na Arpa são desdobramentos de “Entre Penas e Plumas, o Olho de Deus", exposição individual realizada na Galeria Movimento em setembro de 2025, que contou com texto crítico de Anna Bella Geiger. A partir daí, algo se transformou no universo de Viviane, os personagens que habitavam sua pintura desde 2013 — figuras híbridas de uma corte fantasiosa, soberanas e arquetípicas — saíram de cena, ficando os elementos presentes nas pinturas como os pássaros, as flores e a atmosfera."
What the Flowers Brought Me
Viviane Teixeira
Curated by Cammila Ferreira
"Before any painting, there is a notebook. That is where everything begins: drawings without a clear destination, in which Viviane Teixeira’s unconscious manifests itself freely. Her notebooks function as a guiding thread running through her entire trajectory. From the very beginning, the artist does not so much decide what to paint as she listens to what the images want to tell her.
The works presented at ArPa 2026 are developments of Entre Penas e Plumas, o Olho de Deus, a solo exhibition held at Galeria Movimento in September 2025, which featured a critical text by Anna Bella Geiger. From that moment on, something shifted in Viviane’s universe: the characters that had inhabited her paintings since 2013 – hybrid figures from a fantastical court, sovereign and archetypal – exited the scene, leaving behind the elements that had always been present in the paintings, such as birds, flowers, and atmosphere."
Tudo é pintura. Tudo revela uma solução estética desconhecida. Tudo isso, em Viviane, é o resultado de
inúmeras pinceladas, algumas acumuladas e outras rarefeitas, que se transformam em penas e asas de
pássaros, e por vezes, em pétalas de flores.
O resultado não é apenas uma espontaneidade criativa ou a visão de uma arte ingênua. São visões
arquetípicas que trazem um significado para o nosso atual momento contemporâneo.
Anna Bella Geiger

Viviane Teixeira é uma artista plástica e restauradora carioca, com trabalho formalizado em desenho e pintura. Nesse novo momento, marcado pela busca de dar vida à morte e pela procura do elo entre o céu e a terra, bem como da interligação entre o micro e o macrocosmos, as formas começam a se revelar em uma pintura tátil e vigorosa, em óleo sobre tela e a ela subordinado.
A produção da artista nasce de uma pintura profundamente material, em que camadas densas e pinceladas acumuladas criam texturas orgânicas e formam uma linguagem poética que oscila entre o intuitivo, o arquetípico e o inconsciente.
Em 2025, sua obra recebeu uma leitura fundamental de Anna Bella Geiger, uma das figuras mais importantes da história da arte contemporânea brasileira. Seu texto se tornou um eixo crítico necessário para a interpretação da pesquisa de Viviane.
Viviane constrói imagens que transitam “entre a natureza e o espírito” , como escreve Anna Bella, operando sempre na fronteira entre matéria e impulso poético.




















